Uma mulher identificada como Auricélia Santos do Nascimento, de 43 anos, conhecida popularmente como “Vaca Louca”, voltou a ser alvo de reclamações de comerciantes no Centro de Camocim, no litoral oeste do Ceará, após ser solta no dia 23 de janeiro. Ela havia sido presa no dia 15 de janeiro, suspeita de furtos e de causar desordem na área comercial da cidade.
Segundo informações apuradas, contra Auricélia foi instaurado um incidente de insanidade mental, procedimento previsto em lei quando há indícios de transtornos psicológicos que possam comprometer a responsabilidade penal. Com isso, os processos ficam temporariamente suspensos. Como o Ceará não dispõe de um manicômio judiciário ou unidade adequada para internação desse tipo de paciente, a mulher acaba sendo colocada novamente em liberdade.
Na última segunda-feira (2), Auricélia voltou a ser flagrada cometendo furto em uma loja no Centro de Camocim. A ação foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento. Após ser localizada, ela gravou um vídeo pedindo perdão à proprietária da loja, imagens que circularam nas redes sociais e reacenderam o debate sobre a situação.
Comerciantes e moradores relatam que a mulher vive em situação de rua, faz uso de drogas e frequentemente se envolve em furtos, desacatos e episódios de desordem. Para eles, o caso vai além da esfera policial e exige uma resposta urgente da rede pública de saúde, com acompanhamento psicológico e internação para tratamento da dependência química e dos transtornos mentais.
A situação também tem gerado críticas à atuação do poder público municipal. Moradores questionam a ausência de políticas efetivas de saúde mental e assistência social para casos semelhantes. “Ela parece invisível para o poder público”, relatou um comerciante. O temor é que, sem intervenção adequada, o problema se agrave. “Vão esperar algo pior acontecer para só depois se manifestarem?”, questiona a população.
Enquanto não há uma solução definitiva, Auricélia segue nas ruas de Camocim, e comerciantes continuam apreensivos com a repetição dos furtos e da insegurança no centro comercial da cidade.
Jornalismo @miqueiasradio
Nenhum comentário:
Postar um comentário