O que era para ser um gesto de solidariedade na Semana Santa voltou a se transformar em revolta popular em Camocim. A distribuição de cestas básicas promovida pelo município gerou críticas duras de moradores, que denunciam desorganização, exposição ao tempo e, principalmente, o que classificam como “humilhação coletiva”.
Vídeos e relatos mostram uma cena já conhecida: filas quilométricas, pessoas espremidas, idosos e crianças enfrentando chuva e horas de espera para conseguir um benefício essencial. Para muitos, não é apenas falta de organização — é desrespeito.“Isso não é ajuda, é humilhação”, disparou um morador, indignado com a situação que, segundo ele, se repete todos os anos sem qualquer mudança.
As críticas também atingem diretamente o grupo político à frente da gestão municipal. Moradores apontam responsabilidade do deputado Sérgio Aguiar, da vice-prefeita Mônica Aguiar e da prefeita Elizabeth Magalhães, acusando o trio de manter um modelo considerado ultrapassado e desumano.
Segundo as denúncias, este já seria o 14º ano consecutivo em que a população passa pelo mesmo cenário. A revolta cresce diante da sensação de abandono e da falta de soluções simples, como organização por horários, distribuição descentralizada ou cadastro prévio.
Para a população, a pergunta que fica é direta: até quando quem mais precisa vai ter que enfrentar fila, chuva e constrangimento para garantir o básico?
Em meio à indignação, um recado ecoa nas ruas: solidariedade não pode vir acompanhada de sofrimento.
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