A família de Auricélia Santos do Nascimento, de 43 anos, conhecida popularmente como “Vaca Louca”, fez um apelo público nesta quinta-feira (5) por atendimento psicológico e psiquiátrico adequado para a paciente, que está internada desde a última segunda-feira no Hospital Municipal de Camocim, no litoral oeste do Ceará.
Segundo familiares, Auricélia apresenta graves transtornos mentais, com histórico de crises de agressividade, o que teria levado a equipe médica a mantê-la amarrada ao leito como medida de contenção, diante do risco de violência durante os surtos. A situação foi registrada em vídeo pela própria família, que afirma estar em desespero.
De acordo com relatos, Auricélia tem incidentes recorrentes de insanidade mental e diversas passagens pela polícia por furtos, desacato e desordem no município de Camocim. A família afirma que o problema se agrava pela dependência de drogas, o que reforça a necessidade de um tratamento integrado, com acompanhamento psicológico, psiquiátrico e apoio para reabilitação.
“É uma situação que acabou com a nossa família”, relatam parentes. Ainda assim, eles dizem preferir que Auricélia permaneça internada, por entenderem que, nas ruas, ela fica exposta a riscos constantes à própria integridade física. “Do jeito que está, ela não tem condições de ficar sozinha”, afirmam.
Auricélia é mãe de cinco filhos. A mãe dela acompanha de perto a internação, abalada com o estado de saúde da filha. A irmã também se diz desesperada e reforça o pedido de ajuda às autoridades de saúde e assistência social.
A família relata viver um dilema constante: quando Auricélia está nas ruas, há conflitos com transeuntes e comerciantes; quando a polícia é acionada, ela acaba presa e liberada pouco tempo depois em audiência de custódia. Em um dos casos mais recentes, após uma soltura, Auricélia teria ficado desaparecida em Sobral, sendo localizada apenas após apelos públicos da família, que conseguiu trazê-la de volta para Camocim.
Diante do quadro, os familiares pedem intervenção urgente do poder público, com a garantia de tratamento contínuo e humanizado, para evitar que o ciclo de prisões, surtos e abandono se repita. “A gente não sabe mais a quem recorrer”, concluem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário