A prisão de uma mulher de 43 anos, conhecida popularmente como “Vaca Louca”, registrada neste domingo (8), voltou a expor um problema recorrente em Camocim, no litoral oeste do Ceará: o ciclo repetitivo de furtos, detenções, audiências de custódia e solturas, seguido do retorno ao uso de drogas e a novos transtornos na área central da cidade. Familiares relatam que há um incidente de insanidade mental instaurado e fazem um apelo por internação compulsória para tratamento psicológico e da dependência química.
A ocorrência mais recente teve início após denúncia ao Centro de Operações Policiais (Copom), informando que a mulher havia subtraído objetos de um estabelecimento comercial localizado na Rua 24 de Maio, no Centro. No local, a situação foi confirmada pelo responsável pelo comércio, que relatou o furto de oito cabos USB, avaliados em cerca de R$ 200. A suspeita foi localizada pouco depois, recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia Municipal de Camocim para os procedimentos legais.
Após o flagrante, a mulher foi encaminhada pela Polícia Civil ao presídio feminino de Sobral, onde permanece à disposição da Justiça. Está prevista uma nova audiência de custódia no 5º Núcleo de Justiça, também em Sobral.
O caso, no entanto, está longe de ser isolado. Em janeiro deste ano, a suspeita já havia sido detida após uma série de denúncias de furtos na região central de Camocim. Na ocasião, ela foi encontrada com diversos produtos de origem ilícita, supostamente subtraídos de lojas e até de um consultório, sendo conduzida à delegacia. Dias depois, acabou sendo solta por decisão judicial.
No início de fevereiro, a mulher voltou a ser flagrada cometendo furto em um comércio do Centro, em uma ação registrada por câmeras de segurança. Poucos dias depois, na quinta-feira (5), ela fugiu do Hospital de Camocim, fato que aumentou a preocupação de moradores e familiares.
Diante da reincidência, a família afirma que a situação foge do controle apenas policial ou judicial. Segundo parentes, há histórico de transtornos mentais associado ao uso abusivo de drogas, e o atual modelo — prisão, audiência e soltura — não tem surtido efeito. Eles defendem a adoção de uma internação compulsória, com acompanhamento psicológico e tratamento para dependência química, como forma de preservar a própria vida da mulher e a segurança da população.
Enquanto isso, comerciantes e moradores do Centro relatam sensação de insegurança e pedem uma solução definitiva. O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil e pelo Judiciário, que deverão avaliar não apenas os crimes patrimoniais, mas também a condição de saúde mental da suspeita e as medidas cabíveis para interromper o ciclo que se repete há anos em Camocim.

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