A mãe, identificada como Denise, afirma que os veículos responsáveis pelo transporte dos estudantes deixaram de passar em sua residência para buscar as crianças, causando prejuízos ao aprendizado e preocupação à família.
Segundo o relato, uma de suas filhas estuda na Escola João Paulo dos Santos, enquanto os outros dois filhos são alunos da Escola Manuel Cristino de Brito. Denise afirma que procurou a direção escolar em busca de uma solução, mas recebeu a informação de que a situação já havia sido repassada ao setor responsável pelo transporte escolar.
"Meus filhos não vão ficar em casa por causa de motorista. Quero saber até quando isso vai demorar, porque é muito triste ver as crianças perdendo aula", desabafou.
A mãe também questiona a orientação para que os alunos aguardem o transporte às margens da estrada. Segundo ela, o correto seria que o veículo passasse próximo às residências para garantir a segurança dos estudantes.
"Eu não vou mandar meus filhos ficarem esperando carro na beira da estrada. O direito deles é serem transportados com segurança para a escola", afirmou.
Outro problema apontado por Denise é o horário do retorno dos alunos. De acordo com ela, as crianças chegam em casa próximo das 11h30, enfrentando calor intenso e desconforto durante o trajeto.
Em mensagens obtidas pela família, uma pessoa ligada à escola reconheceu a dificuldade enfrentada e afirmou que a situação está fora da competência da unidade de ensino.
"Você está no seu direito de reclamar", diz uma das mensagens. Em outro trecho, a pessoa afirma: "Eu não tenho como resolver. Essa questão é do pessoal do transporte. Depois das novas medições que foram feitas, não depende de mim. A gente não pode obrigar o veículo a entrar."
A denúncia ganhou ainda mais repercussão após a mãe relatar que uma parente questionou diretamente um motorista sobre o motivo de os alunos não estarem sendo buscados. Segundo Denise, a resposta recebida foi de que o profissional "não queria mais pegar os meninos".
A situação levanta questionamentos sobre o cumprimento das rotas do transporte escolar na zona rural de Camocim e sobre a garantia do acesso à educação para estudantes que dependem exclusivamente do serviço para chegar às escolas.
Diante da denúncia, a comunidade aguarda um posicionamento da Secretaria Municipal da Educação e do setor responsável pelo transporte escolar, bem como providências urgentes para evitar que mais alunos continuem perdendo aulas por falta de transporte.
Jornalismo @miqueiasradio

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