Segundo moradora (nome resguardado), ela precisou ir pessoalmente ao posto de saúde nesta semana após descobrir que não teria mais seus recados repassados para a unidade por intermédio de moradores da localidade. De acordo com ela, uma pessoa que costumava ajudar a fazer contato com o posto informou que teria recebido orientação para não transmitir mais mensagens ou pedidos vindos dela, sob a justificativa de que a moradora estaria denunciando problemas da unidade.
Ainda conforme o relato, a informação repassada a ela foi de que, em qualquer situação, mesmo em caso de doença ou urgência, ela teria que ir pessoalmente até o posto de saúde para solicitar atendimento, transporte ou consultas.
Apesar das críticas, a moradora também afirmou que algumas melhorias aconteceram após as reclamações feitas em programas de rádio e nas redes sociais. Segundo ela, atualmente já existe um carro de apoio disponível para atender moradores da comunidade, conduzido por um motorista que reside na própria região.
A denunciante contou que enfrenta dificuldades financeiras e familiares e afirma que muitas das reclamações são feitas por necessidade. Ela relatou que tem duas crianças com necessidades especiais, além de um marido que também enfrenta problemas de saúde.
Uma das filhas, segundo a mãe, faz acompanhamento médico por conta de problemas de saúde, incluindo plagiocefalia e displasia no quadril, condição em que os ossos da bacia não se encaixam corretamente. A criança realiza fisioterapia com profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e aguarda cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a mãe, o procedimento cirúrgico é realizado apenas em Fortaleza, no Hospital Infantil Albert Sabin, onde a filha já é acompanhada. Ela afirma que a criança está na fila do SUS aguardando a realização da cirurgia.
A moradora também reclamou da falta de iluminação pública na comunidade onde vive. Segundo ela, os moradores pagam a taxa de iluminação, porém a localidade estaria há cerca de cinco ou seis anos sem iluminação pública regular.
A moradora afirma que continuará denunciando a situação sempre que considerar necessário. Segundo ela, o objetivo é garantir melhores condições de atendimento e tratamento para seus filhos.
A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação da Secretaria de Saúde de Camocim sobre as denúncias relatadas pela moradora.
Jornalismo @miqueiasradio
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